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Porto Velho

Publicado em 29/08/2018 às 09h01

PM revela que maioria dos criminosos em Porto Velho usa camiseta de time, bermuda e tênis

Identificar o perfil de criminosos, filtrar o tipo de arma usada, os locais com mais ocorrências de crimes tem sido desafio para as polícias em várias cidades do país. No entanto, após algumas análises, a Polícia Militar descobriu que pessoas que usam camisetas de time, bermuda e tênis integram o novo perfil de bandidos atuantes na Capital. Esse diagnóstico só foi possível após a criação do Sistema de Análise Criminal Integrada.

Desenvolvido em parceria entre Polícia Militar e Ministério Público Estadual (MP-RO), o software que permite filtrar os crimes por tipo, local, períodos e até as armas utilizadas. Não teve custos para o Estado e todo o crime registrado vai para um sistema chamado Infopol da PM, de onde se extraem todas as ocorrências que acontecem em Rondônia e, automaticamente, é inserido no novo sistema. Com todos os dados, é possível, conforme o comandante-geral da PM, coronel Mauro Ronaldo Flôres, fazer um plano de trabalho mais eficiente.

Os dados computados pelo aplicativo ainda apontou a região Central como a mais perigosa, onde foram registradas no mês de julho 535 ocorrências, com os Bairros Tupi, Militar e Mocambo entre os com maior índice de crimes. Por outro lado, o Bairro Santa Bárbara, na mesma região, é o menos perigoso, com apenas 13 crimes registrados. Já na Zona Leste, o Bairro Pantanal tem mais ocorrência de crimes.

O levantamento ainda mostra que, pelo menos 31% das ocorrências que aconteceram na capital foram durante o período da manhã e 29% no período da tarde.

De acordo com o comandante Mauro Ronaldo, essa análise criminal faz parte da inteligência estratégica da PM para que possa ocorrer o policiamento orientado, “importante para direcionar os policiais para atuarem com especificidade e direcioná-los para onde existem maiores índices de crimes que o aplicativo está nos apresentando”.

Com isso, a Polícia consegue saber como o crime está acontecendo, o local, horário e a forma de atuação dos criminosos e, com isso, “conseguimos trabalhar o policiamento orientado”, disse o comandante que esclarece que, com o aplicativo implantado nos batalhões da Capital, as formas de serviço já começam a mudar, pois direciona-se o maior número de viaturas para os momentos em que mais tem ocorridos crimes. “Agora a gente consegue fazer um direcionamento para buscar o combate ao crime de forma mais técnica e precisa”, diz o comandante geral da PM.

O aplicativo mostrou que 20% das ocorrências registradas no Estado não são praticados em Rondônia. “As pessoas viajavam para outro estado e lá eram roubados ou furtados e quando chegava ao Estado registrava a ocorrência e computava como se tivesse acontecido aqui. Outra novidade é dos locais onde aconteciam mais crimes que era na Zona Leste, mas o aplicativo nos mostrou que é na área Central onde acontecem mais roubos e furtos”, esclarece.

O próprio efetivo da PM também é capacitado. “Nós estamos iniciando um treinamento de policiais militares nos cursos de giro dentro do Batalhão de Choque. E nós estamos trabalhando para consiga atingir uma maior efetividade nos próximos meses porque hoje a gente passou a conhecer o crime. Antes nós sabíamos, mas não tínhamos dados técnicos. Agora nós temos”, informa. 

Outros dados
No mês de junho foram registradas 1.335 ocorrências de furtos na Zona Sul da capital, sendo 383 no período da manhã, 343 tarde, 332 à noite e 277 na madrugada. Já na Zona Leste, no mesmo período, foram registradas 356 à noite, 294 de manhã, 233 à tarde e 145 na madrugada, totalizando 1.028 ocorrências.

Por: rondoniagora

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