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Ji-Paraná

Publicado em 21/06/2017 às 09h30

Vereador é cassado após pagar churrasco em aldeia indígena

O vereador de Ji-Paraná (RO) Marcelo Lemos (PSD), eleito em 2016 com cerca de 930 votos, teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) após uma denúncia de compra de votos em duas aldeias indígenas do município. O vereador diz que irá recorrer da decisão. 

De acordo com a denúncia, Marcelo teria dado cerca de R$ 20 mil aos índios da aldeia Ikolen, da tribo Gavião e colocado um trator à disposição da tribo. Durante a campanha, Marcelo também teria financiado um churrasco na aldeia Iterap, da etnia Arara, comprando grande quantidade de carne e refrigerantes. Segundo a denúncia, o candidato pediu abertamente os votos durante o evento.

O vereador conquistou 70% dos votos nominais na sessão eleitoral instalada na Ikolen, e segundo publicação do Diário da Justiça Eletrônico, o voto dos índios não foi livremente depositado nas urnas, configurando o 'voto de cabresto'.

Em entrevista concedida a Rede Amazônica na segunda-feira (19), o vereador disse que deverá recorrer da decisão do TRE. “Meus advogados já estão procurando recurso, faz parte do processo eleitoral e vou buscar meus direitos. Decisão judicial você não discute, você cumpre, porém eu não concordo e por isso irei recorrer”, afirma Marcelo.

No processo fica discriminado como era a atuação de boca de urna na aldeia. O valor de mais de R$ 20 mil pagos à aldeia garantiu que no dia do pleito eleitoral, um índio se posicionasse à porta da sala de votação, determinando aos eleitores de sua tribo, em língua indígena, para que votasse no candidato Marcelo Lemos, cujo número era 55555. Essa presença servia para intimidar.

Os autos relatam ainda que, durante todo o dia da eleição, um índio e outras crianças ficaram do lado de fora da sala e mesmo no interior do recinto onde estava a Mesa de Receptação de votos com 'santinhos' do candidato Marcelo. 

Também providenciaram-se crianças para acompanhar os índios idosos à urna para orientá-los e até mesmo digitarem os números correspondentes ao do candidato, de acordo com a acusação.

Na decisão do Juiz Eleitoral Substituto, Edson Yukishigue Sassamoto, ficou decretado a cassação do registro e da diplomação do vereador Marcelo Lemos, além da inelegibilidade durante o prazo de oito anos. 

O juiz também solicitou que o Ministério Público Eleitoral de Rondônia (MPE-RO) abra investigação sobre um índio da tribo Gavião pelas condutas ilícitas eleitorais durante a campanha.

PorG1/RO

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