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Chupinguaia

Publicado em 02/05/2017 às 10h12

Vítimas que morreram carbonizadas em Chupinguaia são identificadas

Os corpos de três homens foram encontrados pela Polícia Militar no final da manhã de sábado (29), nas proximidades da fazenda Vilhena, linha 90 Gleba Corumbiara, próximo ao distrito de São Lourenço em Chupinguaia - RO.

Familiares de Valdinei Assis da Silva, 35 anos, compareceram ao local dos fatos e informaram aos investigadores da Polícia Civil que o mesmo havia saído com a camionete Ford Ranger de cor branca e placa NCR-7151/Vilhena para ir pescar nas proximidades ainda na sexta-feira (28), e que não mais havia retornado.

 

Com a identificação de uma das vítimas, investigadores da Polícia Civil seguiram com os trabalhos e foi através de informações das redes sociais que descobriram que as outras duas vítimas seriam Yure Silva, 24 anos, e Geovane Alves de Jesus, 32 anos, ambos, moradores da cidade de Pontes e Lacerda, no estado do Mato Grosso.

Conforme apurado, Yure e Geovane vieram para Vilhena, onde juntamente com Valdinei se dirigiram na noite de sexta-feira para a área rural da cidade, onde planejavam pescar. Contudo, possivelmente tenham sido confundidos por sem terras como sendo proprietários da fazenda Vilhena.

 

A fazenda Vilhena é marcada por conflitos agrários e inclusive, no ano de 2015 foi registrado uma chacina que vitimou cinco pessoas. Desde então, às áreas que compreendem a fazenda são alvos de sem terras armados, que promovem verdadeiros banhos de sangue ao roubar terras alheias.

Os corpos das vítimas foram encontrados no final da manhã de sábado (29), todos queimados junto a camionete e a carretinha com o barco.

Na ocasião, policiais militares e civis isolaram a área até a chegada da Polícia Técnico-Científica (Politec) que realizou a perícia no local dos fatos. As vítimas possivelmente foram mortas em outro local e levadas para onde foram queimadas.

 

 

As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do Serviço de Investigação e Captura (Sevic) trabalham com várias hipóteses, mas as principais levam aos conflitos agrários existentes na região. Acredita-se que as vítimas possam ter sido confundidas com fazendeiros e por isso acabaram mortas, no entanto, as investigações continuam.

Quanto à identificação dos corpos, a Polícia Civil aguardará laudo oficial e DNA, uma vez que os cadáveres estavam carbonizados, sendo impossível a identificação visual. Porém, através da rede social Facebook, familiares e amigos já prestam homenagens às vítimas.

Por: Rota Policial News

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