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Cacoal

Publicado em 31/05/2017 às 11h13

Servidores entram em greve por equiparação salarial e plano de saúde

Desobedecendo a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), os funcionários públicos municipais de Cacoal - RO, deflagraram uma greve geral por tempo indeterminado, nesta terça-feira (30). Os trabalhadores pedem a equiparação salarial e plano de saúde.

Em uma liminar do TJ, concedida na segunda-feira (29), o desembargador determinou que os servidores não fizessem a greve, porém os mesmos decidiram iniciar a paralisação nesta terça.

De acordo com o primeiro-secretário do Sindicato dos Servidores Municipais de Cacoal (Sinsemuc), a defesa da classe está recorrendo da decisão e a greve seguirá por tempo indeterminado.

Fernando explica ainda que a greve foi decidida pelos servidores, durante uma assembleia geral realizada no dia 23 de maio.

“Desde o começo do ano nós protocolamos junto ao executivo o pedido de equiparação salarial, então a prefeita nos pediu para aguardarmos o fechamento do quadrimestre para fazer uma contraproposta. Após fechar, ela nos pediu mais 15 dias para contabilizar e apresentar uma contraproposta. Terminando o prazo ela pediu mais tempo, alegando não ter como contemplar em nada o pedido do sindicato”, explicou Fernando.

Entre a equiparação pedida pelo sindicato está o pagamento dos servidores que recebem menos de um salário-mínimo.

É o caso do funcionário público Odirlei Rodrigues Pires, que recebe mensalmente R$ 770. Com a equiparação, o pagamento subiria para R$ 937.

 

 

“Eu estou aqui nesse movimento grevista, pois acredito que somente assim nós conseguiremos alguma melhoria. Sou pai de família e viver com esse salário é difíci. É preciso ser malabarista para pagar as contas no fim do mês”, reclamou o funcionário.

A liminar de abstenção da greve que foi acatada pelo TJ-RO, foi solicitada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), alegando que a paralisação poderia causar danos a sociedade, pois os serviços são essenciais para o bem-estar da sociedade, e nesse ponto, por ora, não há informações sobre quais categorias funcionais o sindicato abrange.

“Apesar de o TJ dizer que nossa greve é ilegal, nós iniciamos a paralisação. Nosso advogado já está em Porto Velho protocolando o recurso contra essa liminar, e nós esperamos que a Prefeita apresente uma contraproposta, e cumpra com a palavra dela de campanha e cumpra principalmente o que rege a lei do município”, espera Fernando.

 

 

Prefeitura

Durante uma coletiva concedida pela Prefeita de Cacoal, Glaucione Rodrigues (PMDB) afirmou que no momento o município não tem condições de conceder reajustes salariais, tendo em vista que o valor gasto com a folha de pagamento já ultrapassa o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A lei diz que quando os gastos com pessoal ultrapassam 51,3% da arrecadação, fica vedado para o município vantagens como adequação, financeira de qualquer natureza. Nossos gastos com folha já estão em 53,58%, e se chegar a 54% o município ficará impedido de receber recursos.

 

Por: G1/RO

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