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"Giro Solidário"

Publicado em 22/08/2017 às 08h30

"Giro Solidário" promete dinheiro rápido e fácil, mas é crime e pode dar oito anos de prisão

Um novo esquema de pirâmide financeira vem sendo compartilhado nas redes sociais em Mato Grosso e chamado atenção de muitas pessoas que procuram dinheiro rápido e fácil. O “Giro Solidário” funciona no modelo de "mandala", que necessita do recrutamento frequente de novos membros em um grupo de Whatsapp. O convite é atraente e assegura que se o participante investir R$125, ele terá R$ 1.000 de retorno. O delegado regional de Cuiabá, Cley Celestino Batista, orienta que os participantes podem ser condenados em até oito anos de reclusão pelo crime de estelionato. 

“A pessoa que for convidada a participar de algum grupo atualmente conhecido como ajuda mútua, deve pesquisar antes. Seja na internet, com parentes ou até na delegacia. É sempre bom que esses ‘investimentos’ não sejam depositados na conta de um desconhecido”, afirma.

“Muitas das pessoas que aplicam o dinheiro caem no golpe acreditando que terão um retorno rápido. O 'investimento' é pouco, e o retorno chega a ser cerca de dez vezes mais. Nestas circunstâncias a pessoa nada mais é que uma vitima de um estelionatário que geralmente recebe o dinheiro dos novos membros”, explica.

Cley ainda ressalta que se a pessoa sabe que está pratica é ilícita e criar esquemas para lucrar, ela poderá ser investigada e caso se confirme a suspeita, ela poderá responder pelo crime de estelionato, sendo condenada em até oito anos de reclusão. “Caso alguém se sinta lesado é necessário que a pessoa vá até uma delegacia registrar queixa para que haja uma investigação”, conclui.

Apesar de até o momento não haver nenhum registro formal sobre esse tipo de ocorrência na Polícia Civil de Cuiabá, a prática de pirâmide é enquadrada como um crime contra a economia popular tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51: "obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes)".

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